Os dentes conseguem se curar sozinhos?
O esmalte dentário não se regenera porque não possui células vivas.
O esmalte é composto quase inteiramente por minerais. As células responsáveis por sua formação, os ameloblastos, morrem assim que o dente rompe a gengiva. Sem células vivas, o corpo não consegue reparar lascas ou cáries, exigindo a intervenção de um dentista para restaurar o dano.
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O esmalte dentário é composto por cerca de 96% de hidroxiapatita, um cristal rígido de fosfato de cálcio, sendo a substância mais dura do corpo humano. Durante o desenvolvimento, células chamadas ameloblastos depositam essa camada mineral; contudo, após a erupção do dente, essas células morrem e não retornam.Como não restam células vivas, o esmalte é acelular e não possui suprimento sanguíneo. Diferente da pele ou dos ossos, que mantêm células capazes de se dividir para reparar danos, o esmalte é incapaz de realizar esse processo.A saliva fornece cálcio e fosfato que podem remineralizar e endurecer pequenos pontos de fraqueza, mas isso apenas fortalece o esmalte existente e não reconstrói partes perdidas. Quando a cárie atravessa a superfície, a cavidade é permanente até que um dentista a preencha.Em 2017, pesquisadores do King’s College London utilizaram o medicamento Tideglusib para estimular células-tronco a gerar nova dentina, mas não esmalte. Atualmente, não existe tratamento para regenerar o esmalte humano. Tubarões evitam esse problema trocando de dentes constantemente, mas como os humanos possuem apenas dois conjuntos ao longo da vida, proteger o esmalte é fundamental.
Fato verificado
FP-0001143 · Feb 28, 2026